a vida é feita de ciclos

Mais de partida que de chegada… A vida é feita de ciclos, e num piscar de olhos eles se fecham, ou melhor, eles se transformam. Na vida também é válida a lei de Lavoisier, nada se cria, nada se perde… Tudo se transforma!

São ciclos… Quando crianças, brincamos na rua. Corremos ralamos o joelho e continuamos a brincar. Temos amigos inseparáveis, aqueles que sempre escolhíamos primeiro nas brincadeiras… Daí vem a adolescência, a transfiguração. De repente, muitas coisas já não são e junto com ela vêm novos pensamentos, novas roupas, nova escola e novos amigos… Já não queremos mais brincar, nos achamos muito grande para isso. Queremos desbravar novos lugares, novos mundos. Passar um sábado à noite em casa? Incogitável. Queremos festas, dançar a noite inteira e experimentar aquelas bebidas que você falou para seus pais que não iria tomar. Então vêm festas e mais festas, e infinitas primeiras vezes. Primeiro beijo, primeira transa, primeiro namorado(a), primeira decepção, primeiro adeus… Adeus à infância, ao conforto e ao cheiro de lavanda que é a inocência.

Daí vem as brigas com os pais devido aos horários não respeitados, pelos namorados (as) não aprovados. Vêm também os conflitos com as ‘amizades’ e a descoberta que nem todos que riem com a gente e compartilham algumas loucuras e histórias são de fato amigos. Que o cara ou garota mais bonito (a) engraçado e popular podem ser completamente vazios, ocos como madeira, que aquilo não passa de uma máscara… Uma fase de tantas descobertas que parece que nunca se findará. E de certa forma não se finda. Os resquícios da adolescência, das escolhas e de tudo que vivemos nela sempre farão parte da gente para sempre.

A maturidade começa a bater a porta, e então aos dezoito já nos sentimos ‘adultos’. Donos de nossas próprias decisões. Podemos frequentar legalmente os lugares que já frequentávamos antes, beber legalmente, tomar um porre, encher a cara para esquecer as ‘decepções’. Escolher o que queremos fazer na faculdade e nos achamos os ‘adultões’ por aos dezoito já estar numa faculdade. Podemos começar a ganhar nosso próprio dinheiro, daí já nos sentimos mais independentes ainda. Entretanto, com o passar do tempo gradualmente começamos a perceber que nada disso nos torna mais adultos. Apenas crianças saindo das fraudas se sentido os ‘fodões. ’

Quando os vinte batem à porta percebemos que ainda sim não sabemos de nada, ou de muito pouco e ainda que tenhamos aprendido bastante esse bastante ainda é insuficiente. Muito pouco! Ainda temos muito aprender e crescer. Ainda há uma longa estrada a ser trilhada, a ser com suor e ardor percorrida e não há mais ninguém que possa percorrer senão nós mesmos. O caminho é individual, embora possamos encontrar belíssimas companhias pela estrada, não caminharão pela gente, mas com a gente. E isso faz toda a diferença. Com o tempo a gente aprende a valorizar não só com palavras quem estar perto, quem chega junto e fecha de verdade. Aprende a cultivar bons pensamentos mesmo em meio adversidade e por mais que os problemas ainda nos pirem a cabeça, aprendemos que eles despertam nosso lado mais criativo e quiçá espirituoso. Aprendemos… E ainda temos muito aprender e que a estrada seja repleta de aprendizado!

Letícia Moreira
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