O Rock brasileiro é muito mais do que a famigerada geração Coca-Cola. O som que faz o seu vizinho chamar a polícia é muito mais profundo do que isso quando falamos sobre o cenário brasuca. Nossa escola formou grandes grupos como o sotaque axé do Ave Sangria, os fritadores progressivos d’O Terço e ainda alimentou a criatividade Hardeira para concretizar a jam do Bixo da Seda.

É, meu caro, definitivamente a nossa história é mais profunda do que parece, o único problema é encontrar o caminho pra embarcar na viagem, por que uma vez que o senhor achou a rota, o retorno é um tanto quanto incerto.

Só acho que essas trilhas mereciam mais atenção, o tempo passa só que, independente da mídia, os ouvidos ainda precisam de bons grooves, sejam eles novos ou velhos. Existe um equilíbrio que precisa ser mantido, algo que os organizadores do Psicodália compreendem como poucos.

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Sim, meus amigos, se tem um festival que sabe como tratar os ferrenhos fãs de nossa época sonora mais obscura, esse festival é o Psicodália. E enquanto o line up para a edição de 2016 toma forma, foi bastante gratificante saber que um dos grandes destaques das 100 atrações envolvidas, será o combo de Rock Progressivo.

São mais de 40 anos de história, o som estava na conserva e quem conhece sabe: só melhora a cada ano. A cada play a história do Terreno Baldio mantém a chama do Prog nacional acesa e, no Psicodália, será apreciada com a fixação de uma tocha olímpica.

Mozart Mello nas guitarras… 1976 é logo ali.

Guilherme Espir

Publicitário em formação, zappamaníaco e escritor de fundo de quintal fissurado em música tal qual um viciado à espera da próxima dose, neste caso aguardando em abstinência para o próximo disco.