A primeira vez que ouvi falar da banda foi lá pelo mês de março desse ano, estava assistindo ao show da banda Selton no Coala Festival 2015, aqui em São Paulo, e durante os agradecimentos finais o vocalista Ricardo Fischmann fez um convite para o público presente comparecer ao show de sua “banda irmã”, a Dingo Bells, que aconteceria no dia seguinte.

Bem, eu não pude ir ao show pra conhecer a banda, mas assim que cheguei em casa corri pra internet e dei um like na página deles no facebook, descobri que estavam prestes a lançar um disco e fiquei um tanto quanto ansioso, acompanhando as postagens na rede social. Quando saíram as duas primeiras músicas, “Eu Vim Passear” e “Mistério dos 30”, já deu pra sentir a pedrada que estava por vir.  Disco lançado, instantaneamente entrou pra minha lista imaginária de “melhores discos de 2015”.

Formada por Rodrigo Fischmann (voz, bateria e percussão), Felipe Kautz (voz e baixo) e Diogo Brochmann (voz e guitarra) a Dingo Bells veio, numa rápida passagem por Sampa, lançar o álbum “Maravilhas da Vida Moderna”. O show aconteceu no espaço Itaú Cultural, com participação mais que especial de Felipe Zancanaro (Apanhador Só), Marcelo Fruet e Tomás Oliveira (Mustache e os Apaches) e uma banda de apoio formidável e simpática: o guitarrista Fabricio Gambogi e um naipe de sopros formado por Jaime Freiberger (trompete), Júlio Rizzo (trombone) e Rodrigo Siervo (saxofone).

A banda mostrou estar totalmente segura do trabalho lançado e obteve uma ótima resposta do público, seja cantando em coro o refrão de “Dinossauros” ou entoando o grito final de “Todo Nó”, em músicas mais grooves como “Olhos Fechados Pro Azar” surgiu uma ala dançante que pulava, festejava e até mesmo fazia trenzinho dentro do teatro lotado.

Saí do show com a sensação de “Que show! Que banda! Tomara que eles voltem logo pra cá, quero poder levar meus amigos para curtir toda essa energia”. Muito bom poder assistir a um show tão bem feito, de um álbum tão bacana de uma banda nacional. Fui embora caminhando pela Av. Paulista cantarolando “… eu vim passear”.

Cainan Willy

Cainan Willy

Estudante de publicidade e propaganda. Gosto de escrever, mas nem sempre gosto do que escrevo. Colecionador iniciante de cds e discos de vinil.
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