John Holcroft estudou design gráfico em Sheffield, Inglaterra. Foi no começo dos anos 90 que se interessou definitivamente pela ilustração. Inventou e reinventou seu estilo muitas vezes desde então. É fã declarado de David Cutter e Edward Hopper.

Sua última fase é inspirada em antigos anúncios e embalagens dos anos 50, muito embora os temas sejam bem atuais, começando pelo uso demasiado da tecnologia, passando pela política econômica e terminando em nossos costumes cotidianos.

Certamente não são críticas positivas, John usa de ironia, muita sátira e uma dose de humor negro para nos fazer enxergar o óbvio que passa despercebido no dia a dia, situações e notícias que vemos, mas não enxergamos, escutamos, mas não ouvimos.

Engana-se quem acha que é preciso analisar muito para compreender suas ilustrações. Seus desenhos são simples e funcionam mais ou menos como uma tapa na cara.

A natureza versátil do seu estilo lhe permite explorar vários setores, atuando principalmente em editoriais, seu portfólio de clientes incluem: BBC, Readers Digest, Financial Times e The Guardian.

Usando de temas variados, atuais e oportunos, suas ilustrações trazem um olhar censurador por um ângulo tão penetrante que nos fazem dar conta do absurdo ou gravidade de certas situações cotidianas que costumamos “engolir” sem pensar, mostrando-nos o quanto somos manipuláveis e vulneráveis.

Sabe aquela famosa frase de Sigmund Freud “Brincando pode-se dizer tudo, até mesmo a verdade”? Ela parece influenciar as sátiras de John Holcroft que levam em si uma critica, muitas vezes negativa em tom de brincadeira.

E assim o artista elabora ilustrações intensificadas de deboches aos costumes da sociedade contemporânea, sendo estas ácidas e certeiras.

Com pouca sutileza e tanta frieza, só podia mesmo ser britânico. Mas suas obras não são só para inglês ver.

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Giseli Betsy

Sou uma delicada estudante de Letras, que tem inclinações “hereges” por Filosofia, Psicologia e Arte. Nas horas livres assisto filmes de terror e escrevo rimas pobres, nada ao estilo Florbela Espanca não, meras rimas simples. Um tanto complicada, relativamente chata, gosto da felicidade, mas não faço dela absoluto. Apaixonada por noites de lua cheia, gostaria de ser uma das mulheres de Chico Buarque, sonho em morar na praia de frente para o mar. Até lá, sigo vivendo com arte seja como flor! Acredito na poesia da imagem e valorizo o poder da palavra.

"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente." (Simone de Beauvoir)