A música do Nação Zumbi é feita para os povoados. Para o complexo dos mangues, para os corpos que buscam uma batida para manter a energia cintilante. Esse som foi pensado por um cara que de tanto pegar caranguejos, começou a andar na estirpe, de lado, como se fosse um exemplar personificado.

O Nação carrega um legado. O Mangue-Beat ainda faz o som da sua casa sentir a embutida, mas em todos esses anos, creio que poucos foram os shows onde os caras conseguiram estar no lugar certo, na hora certa.

Esse comentário pode parecer injusto e dependendo da interpretação, parece até que estou falando mal da banda, mas não. Com um som que remonta nossas belezas naturais, o mais comum seria imaginar os caras tocando no Psicodália, mas nunca rolou, bom, pelo menos até a edição de 2016 começar a tomar forma.

12193272_129701607388407_5785188622695346803_n

É, meu amigo, chegou o momento de ver o Nação Zumbi no cenário perfeito, no lugar certo e na hora certa. Imagine os vastos campos verdes de Rio Negrinho borbulhando perante essa cozinha… Os caranguejos saberão que é chegada a hora, o camping vai sair andando num bloco e nós só ficaremos sabendo após o fim do carnaval.

Não esqueça seu GPS brother, existem apenas rumores sobre a localização do Manguetown. Se você não sabe onde fica, voltar será uma aventura, então não esqueça a coleira de seu crustáceo, pois o Nação não se responsabiliza pelo paradeiro de seu maracatu.

Guilherme Espir

Publicitário em formação, zappamaníaco e escritor de fundo de quintal fissurado em música tal qual um viciado à espera da próxima dose, neste caso aguardando em abstinência para o próximo disco.