A música Pop simplificou os ouvidos das pessoas. Cuidado com esse parágrafo, existem ótimos exemplos de música Pop, mas hoje o lado radiofônico da coisa massificou a música de uma maneira muito ruim. Os instrumentos começaram a perder espaço, a música eletrônica ganhou mais voz ativa do que o necessário e, com isso, alguns sons passam batido por nossos ouvidos.

A criatividade instrumental se perdeu. A lírica própria, ferramenta que diferencia os sons entre si também, e a mesmice tomou conta do cenário, mas ainda bem que existem bandas como O Terno e festivais como o Psicodália. O line up da edição de 2016 ainda está sendo montado, mas não tem como segurar a emoção com o trio confirmado nessa celebração Hippie.

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O Terno já é uma realidade. A banda está longe de estar começando. É claro que os caras são jovens e que a discografia é curta, mas creio que seja desnecessário pontuar a qualidade dessa união.

O trio destila um Rock bastante criativo, calcado em nuances e harmonias que tentam desconstruir a mesmice, elemento que durante a próxima edição do festival promete sumir e brindar todos os presentes com várias vertentes sonoras. Eis aqui uma boa trilha para um baurete!

Guilherme Espir

Publicitário em formação, zappamaníaco e escritor de fundo de quintal fissurado em música tal qual um viciado à espera da próxima dose, neste caso aguardando em abstinência para o próximo disco.