anelis assumpção

Dona de uma lírica tão livre quanto seu vasto leque de referências musicais e poéticas, assistir a Anelis Assumpção fazendo música é de fato um grande prazer. Munida de um vocabulário que compreende do Dub até o Maracatu – que pesa uma tonelada – é notável observar como sua primorosa discografia chega de mansinho… Mas quando tu vê, o groove já tomou conta da casa.

Desde 2011 que a música da Anelis é realidade para os ouvidos do mundo. Com sua estréia, “Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não Sou Santa”, a musicista apresentou um cartão de visitas impecável, desde os arranjos até o conceito estético que permeou o disco.

Numa caldeirão de ritmos e ácidas críticas, Anelis cria planos de fundo inebriantes, psicodélicos e de grande sensibilidade. Em 2014, com o também elogiadíssimo “Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários”, a cantora optou por manter o time de músicos do primeiro trampo solo, que incluiu nomes como Cris Scabello (Bixiga 70), Russo Passapusso (Baiana System) e Kiko Dinucci (Metá Metá), mas nem por isso apostou nas mesmice, muito pelo contrário.

Se reinventar é algo que a inventiva compositora faz questão de fazer, disco após disco. E depois de pouco mais de 4 anos, ela apareceu em 2018 com seu terceiro trabalho, o atualíssimo “Taurina”, lançado no dia 16 de fevereiro de 2018.

Promovendo grooves filosóficos que fazem o ouvinte matutar sobre a força da imagem feminina, Anelis tira a discussão sobre representatividade de gêneros do lugar comum de forma leve e deveras inteligente. Seja cantando em inglês, português ou espanhol, é interessante observar os rumos de sua carreira.

Seu som já rompeu a barreira do inclassificável faz tempo e agora nos resta apenas ver pra crer, por isso que o Psicodália escalou sua métrica globalizada para a edição 2019.

Anelis fará sua estreia no festival e essa é uma grande oportunidade para se entender se ela é suspeita, sujeita, santa, fez amigos imaginários mesmo, é de fato taurina ou está só tirando com a nossa cara.

Fica tranquilo que na fazendo Evaristo o Wagner vai dar a letra pra geral.

Sobre o Psicodália 2019, em Rio Negrinho (SC)

A oportunidade de assistir a Anelis está aí, na 22ª edição do Festival Psicodália, que acontece entre 1 e 6 de março, na Fazenda Rio Negrinho. Sobre o festival, o diretor Klauss Pereira comenta que:

“A história do Psicodália foi construída com base em dois principais ideais musicais: trabalhar para criar espaço para os novos artistas, que foi a ideia embrionária do festival, e valorizar os grandes artistas que conduziram a música brasileira e mundial até onde estamos. Muitos desses artistas continuam na ativa. Testamos essa união logo nos primórdios do festival e deu cada vez mais certo. Os artistas consagrados fazem shows históricos e atraem público de todo o país e até de fora do Brasil. E esse público tem acesso às novas gerações que estão surgindo ou que já tem algum tempo de estrada, mas são desconhecidos por parte do público”.

Informações úteis

  • Data: de 1º a 6 de março de 2019.
  • Local: Fazenda Evaristo – Rio Negrinho/SC.
  • Ingressos: A partir de R$ 430,00 (meia-entrada). Os bilhetes estão à venda no site Disk Ingressos, com parcelamento em até 6x sem juros.
  • O 2º lote vai até dia 26 de dezembro. Após isso, a meia entrada passará a R$ 460,00. E, a partir de 1º de janeiro, o parcelamento passará a ser em até 3x sem juros.
  • Saiba mais no evento do Facebook e no site oficial do Psicodália.

Outras atrações musicais confirmadas no Psicodália 2019

  • Elza Soares
  • Xenia França
  • Dona Onete
  • Pepeu Gomes
  • Chico Trujillo
  • Anelis Assumpção
  • Hamilton de Holanda
  • Mulamba
  • Azymuth
  • Lucinha Turnbull
  • Amaro Freitas
  • Patrulha do Espaço
  • Soema Montenegro
  • Cordel do Fogo Encantado
  • Kiko Dinucci
  • Čao Laru
  • Aiace
  • Bacamarte
  • Luiz Gabriel Lopes
  • Mamamute
  • Picanha de Chernobill
  • Gloire ILonde
  • Confraria da Costa
  • Trabalhos Espaciais Manuais
  • Diego Perin
  • Nanan
  • Irmão Victor
  • Ramona & The Red Vipers
  • Tuatha de Danann

Guilherme Espir

Publicitário em formação, zappamaníaco e escritor de fundo de quintal fissurado em música tal qual um viciado à espera da próxima dose, neste caso aguardando em abstinência para o próximo disco.